Le "Jardin des Délices" de Jéróme Bosch: une utopie du désir sublimé

Claude-Gilbert Dubois

Resumo


Esta edição da Revista Morus abre com o artigo "Le 'Jardin des Délices' de Jéróme Bosch: Une utopie du désir sublimé", de Claude -Gilbert Dubois, que discute o significado do célebre tríptico de Hieronimus Bosch, "O Jardim das Delícias", cujo título se manteve devido a uma tradição arbitrariamente instaurada, já que o pintor não havia intitulado sua obra. Na primeira parte de seu artigo, Dubois aprofunda duas interpretações distintas do quadro. Segundo a mais antiga, Bosch teria realizado uma ilustração clássica da seqüência teológica do cristianismo mais ortodoxo, representada pelos momentos da criação da inocência, da degradação terrena e da punição após a morte. A esta interpretação, no entanto, se opõe outra, que vê no painel central o paraíso, onde se dá a realização de jogos eróticos em uma atmosfera de beatitude e inocência. Na segunda parte, o autor se interessa pela concepção teológica da obra. Segundo a interpretação tradicional, corroborada pela atmosfera trágica da época do pintor, o fim da Idade Média, em que se manifesta um cristianismo pessimista, o tríptico não ilustraria a redenção, conceito essencial da teologia da salvação cristã. Dubois, no entanto, demonstrará que, ao contrário, a presença do redentor se encontra multiplicada nos diversos painéis.


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