Formas da utopia. As muitas formas e a tensão única em direção à sociedade de justiça

Arrigo Colombo

Resumo


Arrigo Colombo, em "Formas da utopia. As muitas formas e a tensão única em direção à sociedade de justiça", faz um percurso pelos vários sentidos da palavra utopia, desde a obra inaugural de Morus, vista pelo autor como descrição de um modelo político exemplar, inspirada nos pontos basilares de um arquétipo utópico, ou seja, de um projeto que exprime as estruturas constitutivos de uma sociedade de justiça. O livro de Morus "torna-se um modelo histórico que perpassa toda a modernidade; traduz -se em um gênero literário, ou político-literário" . Partindo, portanto, de Morus, Colombo analisa o fenômeno utópico na modernidade — como um processo de caráter dinâmico, criativo, continuamente inovador, estendido sobre o futuro e que corresponde ao processo construtivo de uma sociedade de justiça — , passando pelos primeiros utopistas e a grande produção de escritos utópicos, pela crítica marx-engelsiana e o "ponto de desvio" causado por ela (e por suas leituras), chegando a abordar os grandes estudiosos do pensamento utópico no século XX, principalmente Mannheim e Bloch, como autores que delimitam a utopia em sentido histórico e, assim, alargam o seu significado.


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