Utopie, dystopie et histoire

Carlos Eduardo Ornelas Berriel

Resumo


O editor desta revista, em "Utopie, dystopie et histoire", propõe algumas reflexões acerca dos termos "utopia" e "distopia", traçando alguns paralelos. Estabelece dois princípios para o surgimento das utopias: 1) a experiência histórica, como metáfora; e 2) uma Idéia, enquanto construção abstrata que desce do Céu para a Terra. As distopias surgem, em sua maior parte, deste segundo princípio, sendo derivadas das utopias desligadas do mundo empiricamente concreto. Outros pontos de contraste são expostos, como o hiato entre a História real e o espaço reservado para as projeções nas utopias e a continuidade das distopias com o processo histórico, enfatizando suas tendências negativas. Divergente também é o fato de que, enquanto nas utopias a estrutura negativa da organização humana existente é sobreposta à estrutura positiva da Cidade Ideal, nas distopias, a realidade não apenas é assumida tal qual é, mas as suas práticas e tendências negativas, desenvolvidas e ampliadas, fornecem o material para a edificação de um mundo grotesco.


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