Euclides da Cunha e Os Sertões come poetica delle rovine: l’immaginario distopico nella letteratura e nella storiografia brasiliana della fine dell’Ottocento

Franscisco Foot Hardman

Resumo


O trabalho sugere uma leitura da obra-prima de Euclides da Cunha, “Os Sertões” (1902), a partir da predominância de temas e imagens associados a uma poética das ruínas. Localizada numa posição de alto relevo tanto na história literária quanto na tradição do ensaísmo interpretativo acerca do Brasil, as marcas de seu imaginário distópico terão efeitos e desdobramentos importantes em várias produções da cultura brasileira ao longo do século XX. Por outro lado, os traços de seu romantismo crítico da modernidade sobressaem em toda a obra do autor, vinculando-o a uma geração particular de escritores distópicos, como foi o caso, entre outros, de Visconde de Taunay, Joaquim Felício dos Santos, Capistrano de Abreu, Inglês de Sousa e Alberto Rangel, todos eles atentos aos sinais precoces de ruínas do processo civilizatório brasileiro na rota de vários sertões esquecidos.


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