A literatura utópica italiana de fins do século XIX

Edgar De Decca

Resumo


Os estudos sobre a literatura utópica italiana nunca deram grande importância aos textos do médico veterinário italiano Giovanni Rossi, que, no fim do século XIX escreveu sua primeira utopia socialista e também imigrou para o Brasil para criar a primeira colônia de comunidade anarquista no país. Apesar de todos os esforços dos imigrantes italianos no sentido de desenvolver uma colônia fundada sobre os princípios de igualdade e amor livre, depois de poucos anos, o experimento comunista foi abandonado, principalmente por causa da pobreza e da falta de dedicação dos fundadores aos princípios do anarco-comunismo. Depois do fracasso da colônia, Rossi faz sua crítica dos ideais comunistas e conclui que a condição de igualdade entre os homens somente pode ser conquistada através do exercício da autoridade e que a doutrina do anarquismo tem por objetivo a conquista da liberdade. Adepto do movimento científico de fins do século XIX, Rossi associa sua visão política ao progresso da ciência e escreve uma nova utopia, depois do fim de sua colônia anarco-comunista. Nesta nova utopia, o estado do Paraná será designado como um território aberto a novas experiências relacionadas à ciência e à tecnologia do amor livre e da liberdade individual.  Neste novo projeto utópico, Rossi deixa de lado as ideias do comunismo igualitário e projeto uma nova sociedade sob princípios anarquistas e liberais.


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