Segundo livro do Tratado sobre os animais e sobre a excelência do homem (1579), de Ambroise Paré. Apresentação e tradução dos capítulos XXI a XXVI Versão bilíngue

Maria Célia Veiga França

Resumo


Ao apresentar a simpatia e a antipatia existentes na relação entre os animais, Ambroise Paré mostra primeiramente quão obscura a natureza pode ser, para concluir que o entendimento humano incapaz de compreendê-la deve admirar a grandeza de Deus, o único que a conhece. O homem deve admirá-lo ainda pela excelência que ele lhe atribui e pela sabedoria que lhe fornece o que a condição natural lhe negou. O ser humano veio ao mundo nu, desprovido de armas e de artes, mas armado de um entendimento, de uma virtude e de uma razão que fazem sua superioridade e perfeição e, mais ainda, que o fazem conhecer Deus.

 


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Referências


CEARD, Jean. Des Monstres et prodiges. Genebra: Droz, 1971.

FRANCA, Maria Célia. Le concept de nature dans les Essais de Montaigne. [Tese] Defendida em 2008 na Université de Caen. Disponível em: < http://www.filosofiarenascentista.trd.br/ >.

PARE, Ambroise. Obras completas. Reprodução em fac-simile da edição de J.B. Baillière, Paris, 1840-1841. Genebra : Slatkine, 1970. Disponível em: < http://catalogue.bnf.fr/ark:/12148/cb35390690w >.

VINCELET, Louis. Ambroise Paré et la religion. Comunicação apresentada na seção de 22 de fevereiro de 1968 da Sociedade francesa de história da medicina Disponível em: < http://www.biusante.parisdescartes.fr/sfhm/hsm/HSMx1968x002x002/HSMx1968x002x002x0079.pdf > .


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