Arte, Utopia e Revolução

Renata Altenfelder Garcia Gallo

Resumo


Em sua estética de juventude, conhecida como “Estética de Heidelberg” (1912-1918), o filósofo húngaro Georg Lukács buscou incansavelmente garantia à esfera estética sua autonomia, atitude que permeou toda a sua produção intelectual sobre o tema. Dentre as ideias presentes em sua primeira estética, norteadas pela formulação “Se as obras de arte existem, como são possíveis?”, uma delas ganha importante destaque: a obra de arte é a realização de uma realidade utópica. Nesse sentido, este estudo busca explanar de que forma o autor entende a ideia de utopia em suas estéticas de juventude e de maturidade, discutindo, ainda, de que modo os conceitos de arte, utopia e revolução se entrecruzam na trajetória intelectual deste autor.


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