América, formas do espaço, projeções da utopia

Alfredo Cordiviola

Resumo


Este ensaio pretende analisar as relações e interseções entre espaço e utopia no devir americano. Através de diversos exemplos que compreendem tanto experiências quanto fantasias utópicas desenvolvidas e sonhadas ao longo da era colonial, aspiramos a indagar as maneiras em que, nos diversos contextos históricos e políticos americanos, a utopia se projeta, se legitima e se torna verossímil através do espaço, e também as  formas em que o espaço se transforma e é reinventado mediante as postulações utó picas. Entre as fantasias utópicas, desenhadas em busca das cidades míticas e espectrais tantas vezes anunciadas e sempre elusivas, como Eldorado, Quivira o Atlantis entre muitas outras, e as experiências concretas que, sob os auspícios da Providência, pretendiam recriar as condições primeiras de perdidos paraísos, como os aldeamentos jesuíticos na América do Sul ou os projetos milenaristas dos franciscanos no México, os complexos entrecruzamentos do espaço e da utopia oferecem a possibilidade de entender a história regional e global das Américas a partir de uma perspectiva singular, que tentaremos delimitar nas páginas seguintes.


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