Ficções rebeldes – trilhos, ilhas, agulhas

Edson Luiz André de Souza

Resumo


Este texto parte da premissa de que toda ficção coloca em cena uma força de rebeldia, acionando desta forma novas imagens.  O artigo parte de um poema de  Rainer Maria Rilke, "A Pantera",  o qual  desdobra  um pensamento sobre circularidade,  acionando instâncias de repetição. Quando nosso girar em círculo não sai do lugar, os automatismos de repetição nos levam para tão perto deste ponto de giro que  corremos o risco de naufragar na própria ruína em torno da qual circulamos. Assim, giramos em torno da ruína, a ruína como objeto. O texto segue  a pista de Gérard Wajcman, em seu livro O Objeto do século, em que propõe pensar a ruína como objeto. Contudo, o trágico em cena é quando  a ruína  adentra cenários de esquecimento, lógicas de forclusão, em um tempo que pretendeu inventar  destruições sem ruínas. Como lembrar aquilo que é sem resto? Aqui encontramos a potência política mais radical da psicanálise e da invenção freudiana, que entra em cena para recolher, escutar, dar outras formas a estes restos. Portanto, este artigo faz dialogar o campo da psicanálise e dos estudos utópicos.

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