Huguenotes em Utopia ou o gênero utópico e a Reforma (séculos XVI-XVIII)

Frank Lestringant

Resumo


Ao longo de sua história, os reformados franceses mantiveram com o gênero utópico uma relação privilegiada e particularmente fecunda. Recuando no tempo, antes da “primeira” utopia em língua francesa, Histoire du grand et admirable royaume d’Antangil, de 1616, que é também uma utopia protestante, a investigação remonta a Rabelais e às suas seqüelas calvinistas, a Palissy e ao seu jardim sonhado, ao engenheiro saboiano Jacques Perret e às suas cidades ideais fortificadas pelos salmos. Ela estende-se em seguida ao tempo da Revogação e às vésperas do Iluminismo, com as três grandes “utopias narrativas” de Gabriel de Foigny, de Denis Veiras d’Alès et de Tyssot de Patot. A investigação leva também em consideração as contra-utopias satíricas, quer se trate da Ilha sonante e de La Mappe-Monde nouvelle papistique dos anos 1560 ou, muito mais tarde, no termo do processo, da fantástica Description de l’Ile Formosa do suposto George Psalmanaazaar.


Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.