Das possibilidades de cidades utópicas: os projetos urbanos no espaço do Novo Mundo

Antônio Edmilson Martins Rodrigues

Resumo


Trata-se de estabelecer, a partir da idéia de cidade ideal, a “construção”, no espaço da Baía da Guanabara, de um “lugar” Rio de Janeiro, através do exame dos dois projetos inaugurais de cidade que se configuram na área do Atlântico Sul como desenhos de cidades ideais renascentistas. Para tanto, partiremos dos conceitos de cidade ideal e de Novo Mundo e tomaremos como referência as diferenças na avaliação da “ocupação” do Novo Mundo feitas por Sérgio Buarque de Holanda – Raízes do Brasil e Visão do Paraíso – e Angel Rama – A cidade das Letras -, onde estão apresentados dois modelos diferenciados de ocupação de lugares: a cidade clássica e a feitoria. O intuito é o de investigar os princípios ordenadores dessas “construções” para avaliar a presença de idéias que se aproximam do pensamento utópico, interpretando essas tentativas como estando inseridas no conjunto de reflexões sobre o vir-a-ser e das possibilidades alternativas aos modelos que se implantam no século XVI, ou seja, a oposição entre “ideal” e “modelo”.


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